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MV Bill

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Alex Pereira Barbosa, mais conhecido pelo nome artístico MV Bill, é um rapper e escritor.

 

Iniciou a carreira na música em 1988, quando começou a escrever sambas-enredo para seu pai, sendo que em 1993 fez sua primeira participação em um disco oficial. Seu primeiro álbum foi lançado em 1999 sob o título de Traficando Informação, que contou com a faixa "Soldado do Morro", que fez MV Bill ser acusado de apologia ao crime. Três anos depois, gravou o segundo trabalho, chamado Declaração de Guerra, com participações de artistas como Charlie Brown Jr. e Nega Gizza. Sua discografia ainda abrange outros dois álbuns, Falcão, O Bagulho é Doido, de 2006, e Causa e Efeito, de 2010. Ainda, lançou um disco de vídeo em 2009, intitulado Despacho Urbano.

 

Paralelamente à carreira de rapper, MV Bill lançou em 2005, junto com Celso Athayde, o livro Cabeça de Porco. No ano seguinte, Falcão: Meninos do Tráfico, disponibilizado em livro e DVD, que se tornou conhecido nacionalmente após exibição no Fantástico, da Globo. O documentário conta a história de dezessete jovens que se envolveram com o tráfico de drogas, onde somente um sobreviveu. Durante as filmagens, Bill chegou a ser detido e preso por policiais. Uma sequência desse material foi lançada em 2007, sob o nome Falcão: Mulheres e o Tráfico.

 

MV Bill também atua como ativista social, tendo criado junto com Celso Athayde a organização não governamental Central Única das Favelas (CUFA), presente em todos os estados do Brasil. Acompanhada da CUFA, veio o Festival Hutúz e consequentemente o Prêmio Hutúz, que enquanto existiu, foi considerado o maior do gênero na América Latina. Em 2009 participou das filmagens do filme Sonhos Roubados e, no ano seguinte, passou a integrar o elenco da 18ª temporada da Malhação, da TV Globo, como o personagem Antônio.

 

Um dos primeiros projetos de MV Bill foi a participação na criação do partido político PPPOMAR (Partido Popular Poder Para A Maioria). 

 

Nasceu no bairro Cidade de Deus (RJ), onde reside até hoje. Seus pais são Mano Juca, que exerce a profissão de bombeiro, e Dona Cristina, dona-de-casa. Ganhou o apelido de "Bill" logo aos 8 anos de idade, em referência a um rato que vinha nas figurinhas de chiclete da Copa do Mundo FIFA de 1982. Já a alcunha MV apareceu mais tarde, em 1991, quando senhoras evangélicas da Cidade de Deus o rotularam por "Mensageiro da Verdade", pelo modo como transmitia a realidade das favelas.

 

Seu primeiro contato com o hip hop ocorreu até o 1984, através da breakdance e do Miami Bass. Mas, efetivamente, essa relação teve início em 1988, quando assistiu ao filme As Cores da Violência e leu a tradução de algumas canções presentes na trilha sonora do mesmo. A partir daí, começou a formular músicas, mas como o que predominava no seu bairro era o samba-enredo, ele cantava junto com o seu pai em uma escola de samba.


Em 1993, participou da coletânea musical Tiro Inicial, de diversos estilos de música, a qual revelou Gabriel o Pensador. Foi a partir desse ano que MV Bill decidiu seguir a carreira de rapper.


Em 1998, MV Bill lançou o disco CDD Mandando Fechado, pela gravadora Zâmbia Fonográfica, com músicas que contam a realidade do bairro em que mora, mas com o nome das pessoas alterados para preservar as respectivas identidades. Um ano depois, este álbum foi remasterizado com a adição de três novas faixas e relançado pela Natasha Records com o título Traficando Informação. O disco, que contou com a produção de Ice Blue, integrante dos Racionais MC's, teve a participação especial de KL Jay, DJ Will, PMC e sua irmã Kmila CDD. As três faixas inéditas são "De Homem pra Homem", "Sem Esquecer as Favelas" e "Soldado do Morro".


Ainda em 1999, MV Bill lançou seu primeiro videoclipe, "Traficando Informação", através da Conspiração Filmes. Participou do Free Jazz Festival como um dos únicos artistas de rap, onde polemizou ao apresentar-se com uma arma na cintura, que mais tarde afirmou ser de brinquedo. Uma das suas mais famosas atitudes está o fato de só dar entrevistas na Cidade de Deus. Ficou ainda mais conhecido em 2000, ao estrelar uma campanha publicitária de televisão contra o vandalismo em telefones públicos. Em 2000, foi indicado ao Video Music Brasil com a canção "A Noite", mas acabou sendo derrotado por "Us Mano e as Mina", de Xis.

 

Em dezembro de 2000, o rapper lançou o videoclipe de "Soldado do Morro", onde também retrata o trabalho dos traficantes no bairro. Foi acusado de apologia ao crime por usar um fuzil em todo o videoclipe e recebeu represálias negativas de algumas personalidades da música. Em contraponto, Caetano Veloso, Djavan e Gilberto Gil se posicionaram a favor de MV. O videoclipe foi premiado no Prêmio Hutúz - o maior do gênero na América Latina - como "Melhor Videoclipe do Ano" e no tradicional Vídeo Music Brasil 2001, da MTV, como "Melhor Videoclipe de Rap".


Em abril de 2005, MV Bill iniciou também sua carreira de escritor, lançando junto com o produtor Celso Athayde o livro Cabeça de Porco, que foi co-escrito por Celso Athayde e Luiz Eduardo Soares e lançado pela Editora Objetiva. Ele trata da entrada rápida dos jovens da periferia no mundo do crime e utiliza dados de pesquisas etnográficas, entrevistas e filmagens.

 

Em 2006, Bill lançou junto com Athayde o famoso livro e documentário Falcão - Meninos do Tráfico, que conta a história de dezessete meninos envolvidos com o tráfico de drogas em diferentes favelas, sendo que somente um deles sobreviveu.

 

Meninos do Tráfico resultou no terceiro álbum de estúdio de MV Bill, chamado Falcão, O Bagulho é Doido.


Em 2007 lançou o terceiro livro de sua carreira, chamado Falcão - Mulheres e o Tráfico, onde explana a mesma condição do documentário anterior, mas com as mulheres que fazem parte do tráfico.


 

Por causa do seu trabalho na área de desenvolvimento social junto a Juventude, o rapper recebeu o prêmio de Destaque da Unicef de 2004. Juntamente a isto, foi escolhido como uma das 10 pessoas mais militantes do mundo pela UNESCO, em uma premiação realizada em Miami/EUA.

 

Em abril de 2010, após uma espera de cerca de um ano pelo público foi lançado pela Universal Music junto com a Chapa Preta, o álbum Causa e Efeito, onde MV apresenta um rap menos "agressivo", mas sem deixar de apresentar o conteúdo nas letras que o deixaram conhecido nacionalmente. Causa e Efeito contou com a participação de Chuck D, vocalista do aclamado Public Enemy, e Chorão, do Charlie Brown Jr. O álbum é vendido nos concertos ao preço de R$ 5. Além de "O Bonde não Para", a canção "Corrente" também ganhou um videoclipe, feito em Porto Alegre, novamente com sua irmã Kmila. O álbum e os videoclipes fizeram Bill vencer pela 2ª vez consecutiva a categoria "Destaque no Rap", no Video Music Brasil 2010. 

 

Em junho de 2013, lançou em seu canal no YouTube o EP Monstrão.

  

Discografia

 

* Traficando Informação (2000)

* Declaração de Guerra (2002)

* Falcão, O Bagulho é Doido (2006)

* Causa e Efeito (2010)

* Retrato (2012)
* Monstrão (2013)
* Vitória Para Quem Acordou Agora e Vida Longa Para Quem Nunca Dormiu (2014)
* Contemporâneo (2015)

 

Videografia

 

* Despacho Urbano (2009)

   

Filmografia

 

* Falcão: Meninos do Tráfico (2006)

* Sonhos Roubados (2010)

* Malhação (2010)

* Eu odeio o dia dos namorados (2013)

 

Bibliografia

 

* Cabeça de Porco (2005)

* Falcão - Meninos do Tráfico (2006)

* Falcão - Mulheres e o Tráfico (2007)

 

06/2019


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