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Djamila Ribeiro

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Djamila Ribeiro é Filósofa, Escritora e Acadêmica. É Pesquisadora e Mestra em Filosofia Política pela Unifesp. Tornou-se conhecida por seu ativismo na Internet. Colunista do jornal Folha de S. Paulo.

 

Em apenas cinco anos, Djamila tornou-se o nome mais conhecido quando se fala em ativismo negro no Brasil. E tudo isso sob um espectro pop: presença ativa nas redes sociais, possuindo quase um milhão de seguidores no Instagram. Ela conseguiu que sua voz ecoasse muito além das redes sociais. Tornou-se presença constante nos espaços de debate sobre os movimentos das mulheres e na luta por diversidade. Conhecida como filósofa pop, já que alguns de seus feitos englobam uma presença em diversos meios de comunicações populares, desde participações no programa Saia Justa, do GNT, até um programa de entrevistas conduzido por ela no Futura. Em 2016, foi nomeada secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo.

 

Iniciou o contato com a militância ainda na infância. Uma das grandes influências foi o pai, estivador, militante e comunista, um homem que mesmo com pouco estudo formal, era culto. O nome Djamila, de origem africana, foi uma escolha dele. Aos 18 anos, se envolveu com a Casa da Cultura da Mulher Negra, uma ONG santista, e passou a estudar temas relacionados a gênero e raça.

 

Em 2012, graduou-se em Filosofia pela Unifesp, e em 2015, tornou-se Mestre em Filosofia Política com ênfase em Teoria Feminista na mesma instituição. É colunista online da CartaCapital, Blogueiras Negras e Revista AzMina e possui forte presença no ambiente digital, pois acredita que é importante apropriar a internet como uma ferramenta na militância das mulheres negras, já que, segundo Djamila, a "mídia hegemônica" costuma invisibilizá-las.

 

Em 2016, foi nomeada secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo, durante a gestão do prefeito Fernando Haddad.

 

Escreveu o prefácio do livro "Mulheres, raça e classe" da filósofa negra e feminista Angela Davis, obra então inédita no Brasil. Participa constantemente de eventos, documentários e outras ações que envolvam debates de raça e gênero.

 

Em 2018, Djamila foi um dos 51 autores, oriundos de 25 países, convidados a contribuir para Os Papéis da Liberdade ("The Freedom Papers"). Ao longo de sua trajetória, recebeu algumas premiações, como: Prêmio Cidadão SP em Direitos Humanos, em 2016; Trip Transformadores, em 2017; Melhor Colunista no Troféu Mulher Imprensa, em 2018; Prêmio Dandara dos Palmares; e está entre as 100 pessoas mais influentes do mundo abaixo de 40 anos, segundo a ONU. Também é conselheira do Instituto Vladimir Herzog e visitou a Noruega a convite do governo norueguês para conhecer as políticas de equidade de gênero do país, em 2017. Foi escolhida como “Personalidade do Amanhã” pelo governo francês, em 2019. Djamila foi capa da Revista Gol, Revista Claudia, colunista da Carta Capital e Revista Elle Brasil.

 

Fez consultoria de conteúdo para a Rede Globo de Televisão, no programa Amor e Sexo, entre outras empresas e instituições. É idealizadora e coordenadora do Selo Sueli Carneiro.

 

Obras

 

*O que é lugar de fala? – Editora Letramento, 2017;
*Quem tem medo do feminismo negro? – Editora Companhia das Letras, 2018;
*Pequeno manual antirracista – Editora Companhia das Letras, 2019;
*Lugar de Fala – Editora Pólen Livros, 2019.

 

Temas das Palestras

 

* Ativismo Negro;

* Direitos Humanos;

* Filosofia;

* Gênero e Diversidade.

 

07/2020


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