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Alexandre Borges

Alexandre Borges

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Alexandre Borges é Ator e Diretor de Teatro. 

 

Integrou o grupo de teatro Boi Voador, dirigido por Ulysses Cruz, com quem estreou em 1985, na peça Velhos Marinheiros de Jorge Amado. Entre 1985 e 1989, esteve presente em diversos espetáculos promovidos pelo grupo, como Corpo de Baile, de Guimarães Rosa, e Pantaleão e as Visitadoras, de Mário Vargas Llosa. Sua primeira atuação no cinema deu-se com o curta Paixão Cigana, de 1991. Atuou em sua primeira novela já como protagonista, em Guerra sem Fim, da extinta Rede Manchete. Em 1993, contracenou também na peça Hamlet, sob a direção de José Celso. Sua estreia na Rede Globo foi em 1994, com uma participação na minissérie Incidente em Antares. O sucesso e o reconhecimento só vieram no ano seguinte, quando interpretou Luís Cláudio, uma das personagens centrais da minissérie Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados. Em pouco tempo, tornou-se um dos atores mais requisitados da emissora.

 

Em 1995, despontou em A Próxima Vítima, como o interesseiro Bruno. Em 1996, vive seu primeiro protagonista em novelas da Globo, o Afonso de Quem É Você?, ao mesmo tempo em que esteve no cinema com o longa Terra Estrangeira, de Walter Salles. Depois, vieram o co-protagonista Solano Dumont de Zazá, em 1997, e o publicitário Nélio Porto Rico do remake de Pecado Capital, em 1998. Em 1999, integrou o elenco do seriado Mulher, protagonizado por Patrícia Pillar e Eva Wilma, na pele do médico João Pedro. Também atuou no filme Um Copo de Cólera, tendo protagonizado sua primeira cena de nu nas telonas.

 

Em 2000, participou da histórica minissérie A Muralha, como Dom Guilherme, lançada no ano de comemoração aos 500 anos do Brasil. Nesse mesmo ano, encarnou o boa-vida Danilo, em Laços de Família, mostrando ao telespectador seu lado cômico, e o jogador de futebol Acácio, do filme Bossa Nova, de Bruno Barreto. Em 2001, atuou na novela As Filhas da Mãe, como Leonardo Brandão, herdeiro de uma grande fortuna que se apaixona pela transexual Ramona (Cláudia Raia).

 

Em 2002, protagonizou a novela O Beijo do Vampiro, como Rodrigo, o lendário Cavaleiro Negro. Em 2003, esteve presente no grande sucesso Celebridade, como Cristiano, jornalista de grande sucesso, versado em cultura brasileira e MPB, viúvo, que vê sua carreira ir por água abaixo após se entregar à bebida por não suportar a morte da mulher. Nesta novela, fez par romântico com Júlia Lemmertz, que na novela deu vida à sua vizinha Noêmia. Em 2004, participou da programação de fim de ano da Globo ao integrar o elenco da micro-série O Pequeno Alquimista, feita nos mesmos moldes da série cinemática Harry Potter, também responsável por lançar o ator Daniel Torres. Em 2005, co-antagonizou a novela Belíssima, como o italiano Alberto Sabatini, ex-marido de Safira e pai de Giovanna. Na novela, Alberto tenta fazer de tudo para conquistar Mônica, sua empregada doméstica, e arma muitos planos para separá-la do homem de sua vida, Cemil. No dia do casamento dos dois, Alberto envia fotos forjadas de Cemil com outra mulher para Mônica, e a jovem desiste do matrimônio. Ela se casa com o patrão, mas ele lhe trai com muitas mulheres, entre elas, Rebeca, dona de uma agência de modelos.

 

Em 2006, protagonizou o filme Gatão de Meia Idade, que conta a história de um quarentão, solteiro, charmoso e sedutor que atravessa a chamada "crise da meia-idade". Participou também do longa Zuzu Angel, que narra a dramática história da estilista que teve seu filho torturado e assassinado pela ditadura militar. Em 2007, foi um dos protagonistas de Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, tendo encarnado Plácido de Castro na 2ª fase da minissérie. No mesmo ano, atuou em Desejo Proibido, como Dr. Escobar, médico que vive um romance proibido com sua paciente Ana (Letícia Sabatella), repetindo o que acontecera em A Muralha, de 2000. Em 2008, fez uma participação especial nos primeiros capítulos de Três Irmãs, como Artur Áquila, vítima de um acidente fatal de carro.

 

Em 2009, viveria mais um dos seus grandes momentos na TV, ao dar vida ao excêntrico Raul Cadore, de Caminho das Índias. Empresário frustrado, vive um casamento desastroso e busca refúgio para seus problemas na amante Yvone, melhor amiga de sua esposa, Silvia. Raul está decidido a mudar de vida e para isso seria capaz de tudo, até mesmo de forjar a própria morte, fugir do país e trocar de identidade. Porém, o que ele não imagina é que Yvone, na verdade, está de olho somente na sua fortuna. Em 2010, pode ser visto na pele do costureiro Jacques Leclair, no remake de Ti Ti Ti, onde mais uma vez fez par com Cláudia Raia. Um fato curioso é que os atores são sempre figurinhas certas em produções assinadas por Sílvio de Abreu, o que não ocorreu em Passione, porém, coincidentemente, foram escalados para o mesmo folhetim.


Foi responsável pela produção dos longas O Invasor e Joana e Marcelo, Amor (Quase) Perfeito. Este último teve uma versão mais completa feita para a TV. Em 2011, deu início ao projeto Poema Bar, com leituras de poemas de Vinícius de Morais e Fernando Pessoa, em parceria com o pianista português João Vasco. O projeto já viajou pelo mundo, passando pelo Brasil, Portugal, Alemanha, França e Moçambique. Em 2012, interpretou na exitosa novela Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro, mais um papel importante em sua carreira, o executivo mulherengo Cadinho, casado com 3 mulheres: a fútil e consumista Verônica Magalhães (Débora Bloch), a bióloga hippie Noêmia Buarque (Camila Morgado) e a socialite atrapalhada Aléxia Bragança (Carolina Ferraz). Em 2013, interpretou o apaixonado Thomaz na novela Além do Horizonte. Em 2014, estreou como diretor de teatro no RJ com o espetáculo Uma Pilha de Pratos na Cozinha, de Mario Borboloto, e em SP com o monólogo "Muro de Arrimo", de Carlos Queiroz Telles, com atuação marcante de Fioravante Almeida.

 

Em 2015, interpretou o cômico Seu Juju, em I Love Paraisópolis. Em 2016, interpretou o submisso empresário Aparício, em Haja Coração. Em 2017, continua a sua carreira de diretor de teatro e volta a dirigir Muro de Arrimo, Uma Pilha de Pratos na Cozinha e Poema Bar, um espetáculo que propõe um novo olhar sobre as obras de Vinicius de Moraes e de Fernando Pessoa. Uma leitura dramatizada sobre o humor ácido e as paixões de Vinicius que se misturam ao romantismo de Pessoa. O espetáculo circulou em Portugal, Alemanha, França e Moçambique. Em 2018, dirigiu a peça Palhaços, de Timochenko Wehbi, com Dedé Santana e Fioravante Almeida. Palhaços é um convite à reflexão sobre o verdadeiro papel do artista, o que faz com que o público ultrapasse o espaço da lona, do espaço cênico, para ver de perto o verdadeiro palhaço.

 

Realiza trabalhos como Mestre de Cerimônias.

 

10/2019


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