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Marcelo Collet



Marcelo Collet

Triatleta Paralímpico. Foi atropelado aos 17 anos, durante um treino de ciclismo para uma prova de triatlo. Primeiro paraolímpico a cruzar o Canal da Mancha, que liga a Inglaterra à França. Considerado um dos maiores desafios que um nadador pode enfrentar por conta das fortes correntes e da água gelada, que fazem da travessia uma luta.


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Marcelo Collet é Triatleta Paralímpico. Foi atropelado aos 17 anos, nas ruas centrais de Salvador, durante um treino de ciclismo para uma prova de triatlo. No acidente, o atleta teve a perna esquerda atingida um pouco acima do tornozelo e, desde então, passou a ter dificuldades para andar. Por conta disso, deixou o triatlo e passou a se dedicar apenas à natação.

 

Em 2003, no Parapan de Mar Del Plata, na Argentina, o nadador conquistou um ouro, duas pratas e um bronze. Já no Parapan do Rio, em 2007, Marcelo faturou um ouro no revezamento 4x100m medley e 3 bronzes nas provas de 100m e 400m livres e nos 100m borboleta.

 

Collet também gosta de participar de provas em mar aberto. Se tornou o primeiro paraolímpico a cruzar o Canal da Mancha, que liga a Inglaterra à França. A empreitada é considerada um dos maiores desafios que um nadador pode enfrentar por conta das fortes correntes e da água gelada, que fazem da travessia uma luta. Collet venceu essa batalha como manda o figurino: usando apenas sua sunga e touca. Depois dessa conquista, ele traçou mais um objetivo: vencer o Estreito de Gibraltar, que separa o continente europeu do africano.

 

Após o período de dedicação total à natação, Collet fez renascer em sua vida o triatlo, esporte que o lançou como atleta. A modalidade entrou como novidade no programa paraolímpico dos Jogos do Rio 2016 e trouxe de brinde o retorno de Collet ao seu berço.

 

Multi habilidoso, o baiano matou a saudade de travar batalhas no mar e na terra em sua estreia na temporada 2013, quando tornou-se vice-campeão mundial pela categoria TR5, para pessoas com algum tipo de lesão nas pernas do joelho para baixo.

 

Em setembro de 2018, estreou no Mundial de Paratriatlo, na Austrália, mas dessa vez com próteses.

 

"Quando eu coloquei a prótese, tive um empoderamento muito grande. Eu me senti uma pessoa mais apta, mais segura no dia-a-dia. Posso andar com uma postura melhor", comemorou. Atualmente, Collet é o nono no ranking mundial de paratriatlo. A tendência é que, adaptado às próteses, ele ganhe posições. A nova meta é uma vaga nos Jogos de Tóquio 2021.

 

Temas das Palestras

 

* Competitividade;

* Motivação;

* Liderança;

* Superação de desafios;

* Trabalho em equipe. 

11/2020

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