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Eloi D'Avila de Oliveira

Eloi D'Avila de Oliveira

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Eloi D'Avila de Oliveira ergueu um negócio bilionário. Ele diz que chegou lá porque tem alma de vendedor.


Aos 8 anos, o gaúcho Eloi D'Avila de Oliveira deixou Rio Negro, no interior do Rio Grande do Sul, em busca de uma vida melhor. De carona, chegou a São Paulo. Mal se acostumou à cidade, foi recolhido pelo Juizado de Menores e mandado de volta ao Sul. Ele fugiu novamente. Para sobreviver, foi engraxate e vendeu de tudo pelas ruas. Com o que ganhou, foi para o Rio. Passou meses lavando e guardando carros em frente ao hotel Copacabana Palace. Conquistou a confiança dos hóspedes e o carinho da vovó Stella, como era conhecida a fundadora da Stella Barros Turismo, que o contratou como office-boy e o deixou dormir num sofá da agência. Como primeiro salário, Oliveira recebeu um tratamento que lhe devolveu os dentes perdidos num soco dado por um parente bêbado. Foi na operadora de viagens de Stella que ele aprendeu os primeiros conceitos do mercado. Cresceu na empresa e chegou a ter três empregos simultâneos para juntar dinheiro e se casar.


Em 1974, Oliveira decidiu que não queria mais ser empregado e que abriria a sua própria empresa. Criou a EDO Representações, responsável pela venda de bilhetes aéreos de uma companhia paraguaia. Era o embrião do que viria a ser o Grupo Flytour, que hoje abriga cinco empresas, entre elas a Flytour Franchising, com 58 lojas. Emprega 1.350 funcionários e projeta um faturamento de R$ 1,6 bilhão em 2007. 'Não sei se sou um vitorioso. Sei apenas que sou inquieto por natureza, tenho alma de vendedor', diz Oliveira.


Com um discurso cheio de metáforas, Oliveira, 56 anos, conta como ergueu seu império. Eis suas palavras:


ESCOLA DA RUA - Ela não tem férias, nem boletim, mas nos ensina a enfrentar a dura realidade. Leva a pessoa a se aventurar, a descobrir o melhor, a errar e a responder pelo erro. Foi por ter vivido na rua, onde ninguém se preocupa com o seu futuro, que mandei meus filhos pequenos estudarem no exterior. Quanto mais cedo você os coloca no fogo cruzado, mais eles aprenderão. Quanto mais você os protege, mais eles sofrerão.


PERSISTÊNCIA - O brasileiro costuma desistir de seus sonhos com muita facilidade. A competência só vem com a experiência e a disposição para assumir riscos. Vencer exige sacrifício, dedicação e uma certa dose de teimosia.


RESULTADOS - São fundamentais, mas precisam ser preparados e orientados. Não basta matar um leão por dia para sobreviver no mercado. É preciso capacitar e treinar a equipe para ela chegar às metas propostas, satisfazendo as suas próprias expectativas e as do cliente. Isso só é possível quando se tem um bom líder.


EQUIPE - Um time se conquista com bons exemplos, investimento na formação das pessoas, muito treinamento e respeito. Quando o funcionário se sente valorizado, ele abraça o trabalho, faz suas tarefas com qualidade.


METÁFORAS - Devem fazer parte da vida e do ambiente empresarial. Na sede da Flytour, em Alphaville, construí um píer, que é nosso porto seguro e onde ancoramos nossas vitórias. O farol, ao alto, é a nossa visão de futuro. Os peixes, de diversas cores e tamanhos, representam os clientes, enquanto o grande tubarão de boca aberta traduz o perigo de se instalar na zona de conforto, de acreditar que fazemos o melhor. Nossa filosofia é jamais dar o peixe e, sim, ensinar todos a pescar.


EMPREENDEDOR - Existem aos montes, daí o grande número de empresas que abrem e fecham rapidamente. O que falta a essas pessoas é saber vender o próprio negócio. Se elas vendem, elas sobrevivem. Não dá para criar uma empresa, sentar na cadeira e esperar o cliente chegar. É preciso ir para a rua. Em 2006, eu parei no escritório apenas 20 dias. Nos demais, vendi o meu próprio peixe, trabalhei em média 18 horas por dia. O verdadeiro empreendedor é um conquistador, é aquele que acredita no sonho e dá o sangue para que ele não seja destruído.

TECNOLOGIA - Não se pode ter medo de usá-la. Sempre quis ser o primeiro a conhecer e a implantar as novidades para facilitar o dia-a-dia da empresa e alavancar os negócios.


CONCORRÊNCIA - É preciso respeitá-la e não baixar a guarda. Costumo dizer que o meu maior concorrente está dentro de casa. O que isso significa? Que se dei espaço ao outro para crescer é porque não fui eficiente.


MAIS POR MENOS - A venda de bilhetes aéreos responde por 64% do nosso negócio. Com a queda de 25% no preço das tarifas nos últimos três anos, nosso grande desafio é aumentar a produtividade. Quando as margens são baixas, a ordem é ganhar na escala.


CRISE - Não tem momento melhor para se investir em estrutura e preparar as pessoas para quando o mercado voltar a reagir. É da crise que tiramos as melhores lições, até mesmo na vida pessoal.


SEGREDO DO SUCESSO - Saber negociar, descobrir o melhor momento para ceder, ter confiança nos outros e buscar o respeito da equipe e dos clientes. Tudo é claro, com muita transparência.



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